Quinta-feira, Junho 19, 2008

ao meio dia clareia a luz do sol

porque essa sombra é uma pontinha de tristeza atrapalhando o seu sorriso. eu posso ver daqui. e nos seus olhos, que procuram o chão quando você escuta aquelas declarações de amor dos filminhos da sessão da tarde. ah, menina, desde quando você tem vergonha dos romances alheios? desde quando os poemas lhe parecem roubados? mas eu entendo. isso é porque você, agora, só lê os livros de matemática. sua infelicidade é como uma mentirinha. não adianta esconder, ela pinta seu rosto aos poucos, como um sarampo que dá quando a febre abaixa. e enquanto você lamenta, eu estou aqui, parado na beira do mar, esperando a lua sair lá de dentro, pra colocar ela num saco e levar de presente. mas você não vai ver quando eu chegar aí, todo cansado, meio mareado, cheio de felicidade, para te entregar. porque você sempre dorme na melhor parte da novela. e a lua cheia, você sabe, não dura nem pra sempre. e é porque você sempre dorme, que você está sempre esperando a próxima. assim essa lua nunca chega, menina. ande logo, acorde, vá… porque desse jeito o dia já vai nascer… e eu vou ter que deixar a minha lua aqui na sua porta e sair pra trabalhar sem te ver.

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