Archive for abril \27\UTC 2010

na aba

27/04/2010

minha próxima aquisição?

um chapéu.

para me inspirar, uns modelos igualmente lindos e caros, da Eugenia Kim. tem mais aqui. é só clicar.

E ainda tem mais um monte aqui.

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palavras

20/04/2010

há palavras que nos apunhalam enquanto dizemo-nas.

há palavras que nos rasgam por dentro enquanto vão do coração à boca.

há palavras que corroem as entranhas enquanto não saem, zumbem entre os ouvidos, arranham as veias. nos desesperam.

há palavras que não se aquietam enquanto não são vomitadas.

ocupam o lugar alheio, escapolem no lugar das outras, se arremessam contra os cantos da boca fechada.

há palavras se passam por aquelas não são. não dormem, não descansam, não desistem.

há palavras que não se exaurem nunca. doem-nos a cabeça, o corpo, os membros.

há palavras que nos atormentam, instalam-se no nosso sangue, nos atordoam.

há palavras que era melhor que não tivéssemos lido, visto, ouvido, escutado, conhecido, procurado.

há palavras deveriam ter nascido mortas, antes de chegarem aos dicionários.

conto de fadas revisitado

14/04/2010

vocês sabem como gosto de contos de fadas, né?

e de artes plásticas…

pois vejam que coisa linda! o trabalho do artista plástico Bruno Vilela está no maravilhoso blog de Alexandre Belém, um dos melhores fotógrafos com quem já tive o prazer de trabalhar. Aliás, o blog dele é obrigatório para todo mundo que gosta de fotografia.

Então, leiam aqui: Processo de criação | Bruno Vilela.

desejo

08/04/2010

vê que lindo:

hum… eu ia ficar ótima com um parzinho desses.

Quer ver mais? tem aqui, ó.

:)

desejos vagos 2

08/04/2010

mais tempo para escrever já iria ajudar bastante…

:)

desejos vagos

08/04/2010

uma vontade enorme de me reinventar. enorme. de apagar tudo e fazer de novo. de ser outra pessoa para encontrar eu mesma de novo.

para isso eu preciso de uma casa no chão (como diz davi), uma cozinha com varanda no quintal, uma horta, um cachorro, um jardim, fogão a lenha, panelas de barro, tempo livre, um computador com internet bacana que me dê receitas do mundo todo, um quarto com janela para o quintal, três dias livres por semana, tempo para os livros que eu preciso ler, e os amigos por perto.

desejo de arrumação

08/04/2010

estou organizando os links do blog. neste daqui, dá para fazer tudo bem bonitinho e organizadamente. ando com desejo de arrumar as coisas. estou me controlando para não fazer isso em casa. hehehehehe.

o labrinto do fauno

08/04/2010

e o momento em que perdemos a inocência. quando deixamos de ser o que éramos antes, para nos tornar o que somos agora. e hoje eu não consigo entender porque demorei tanto para ver esse filme tão delicado. um conto de fadas. lindo.

agora

04/04/2010

tenho que aprender a usar o wordpress

:)

alguém tem dicas?

finalmente

04/04/2010

Eu tenho blog de novo! copiei aqui algumas coisas do anterior. Deixei para trás coisas que não compreendia mais, não faziam sentido. Textos que ficaram lá mesmo, no tempo em que foram escritos.

O blogger.com deletou minha senha anterior… Meu rubrobonina ressurge aqui. Tudo igual, só que diferente.

04/04/2010

Domingo, Maio 03, 2009

Saudades,

Bem muitas…

04/04/2010

abre a janela, vem ver como é lindo o luar (*)

Era como se fosse uma flor. Uma florzinha dessas de mato, de pétalas delicadas, que se desfazem com o primeiro vento. Por isso, coloquei sobre ela um copo de vidro. Um copo como uma redoma. Para que não se desmanchasse num sopro. Estava melhor, mas ainda parecia frágil. Bastava uma pedra. Uma pedrinha de nada. Pequena que fosse. Mesmo de longe. Se bem atirada, daria fim a tudo de uma vez só, flor e copo. Por isso, cuidadosa, colhi pelo caminho pedrinhas de todos os jeitos. Mais que limpar a estrada, queria, com elas, construir uma barreira. Foi muito fácil. Num instante, aprendi a colar todos aqueles pedacinhos de rocha, fragmento com fragmento. Fiz um muro maior que o necessário. Só uma enchente poderia derrubar. Contra água? Fosso. Cavei bem fundo. E desviei um rio. Depois, comportas. Assim, controlaria a água e evitaria também as formigas. Sem falar nos outros insetos. Pronto. Toda delicadeza será preservada. Inalcançável. Em algum lugar, pode ser que ainda doa. Pode ser que tenha medo. Mas ela não vai demonstrar. É uma florzinha tão protegida, que até parece forte. Ninguém nem imagina que, talvez, possa machucá-la. E tem mais. Não dá pra ver se ela chorar. É uma rocha, a florzinha. Menina-prodígio. Pena que, daqui, não consiga vê-la mais.

(*) é que essa música (na versão de fernanda takai) não sai da minha cabeça… por falta de título…

04/04/2010
Sexta-feira, Abril 03, 2009

à luz da janela

Abriu os olhos devagar para não assustar o sol, que ainda dormia. Deixou a cama aos poucos, admirando aquela claridade que lhe saía pelos poros, uma felicidade que se expandia por dentro, cada milímetro, mas chegava serena e doce ao seu sorriso. O mundo lhe parecia mais calmo. A agenda, eternamente adiada, agora não fazia barulho. O quarto estava todo fora do lugar, mas a bagunça, desta vez, lhe abraçava acolhedora e confortavelmente. Deitou-se outra vez. Perdeu a hora. Adormeceu de novo. O barulho da rua embalava seus sonhos.

às dianas
:) 

04/04/2010
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

9.fevereiro.2009

porque houve o tempo de espera. é como um filho. a gente aguarda enquanto ele se forma. a gente torce para que seja tudo bem. mas saber, exatamente, a gente não sabe. por isso, se adianta o que é possível. e, enquanto se espera, se acostuma. pensa. adia. planeja. reza. e espera. por mais que a gente queira, a gente ainda não sabe. mas é no tempo que as coisas ainda não são que a gente descobre. porque o mundo, ah, o mundo, ele é cheio de sinais. ele nos diz coisas de nós mesmos que desconhecíamos. e nos dá mais de nós, quando acreditamos que tudo havíamos perdido. e assim, contraditoriamente, meio de repende ao longo do tempo, acreditamos que poderemos construir um mundo novo. igual e diferente. é como se dar um presente. e quando você menos espera, chegou a hora. saber, a gente ainda não sabe. mas pensa. adia. planeja. reza. e sonha um pouquinho.

04/04/2010
Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

a meu Deus um canto novo

primeiro veio a vontade a descobrir as paredes. ora pintadas, hoje desnudas. mais vivas do que nunca. nunca pálidas.
depois, o desejo de mover todas as coisas que pareciam imutáveis. e fui assim arrastando móveis de lugar.
precisei então ocupar os espaços vazios. aí, vieram os quadros.
começo agora a cobrir com novas cores o que jazia gasto, roto, sujo e quase sem vida.
por fim, careço de verde. em breve, folhas.
os dias vão arrastando aos poucos todas as coisas para um outro lugar.
um lugar novo.
hoje, eu estou em daqui a quinze dias.

04/04/2010
Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

branco neve

e fui retirando cada prego tosco do caminho. desenrugando os nós. alisando as quinas. aplainando as imperfeições. tudo branco. branco neve. branco zero. até doer nos olhos. e eu, que sempre fui uma moça de cores, saí desbotando todas elas. arrancando a pele. às vezes, fechar as feridas também dói. porque tem horas que você se apega a elas. mas fui assim nessa estrada que tenta voltar ao lugar nenhum. onde as coisas não eram ainda. assim como se fosse possível um pouco de nada para ver e para pensar. amanhã, eu começo a colocar os quadros de volta às paredes.

ps: dida, só porque tu pedistes, tá?
beijo!

04/04/2010
Segunda-feira, Junho 23, 2008

e aí, eu pensei, o tempo de lua cheia chegou…

04/04/2010
Quinta-feira, Junho 19, 2008

ao meio dia clareia a luz do sol

porque essa sombra é uma pontinha de tristeza atrapalhando o seu sorriso. eu posso ver daqui. e nos seus olhos, que procuram o chão quando você escuta aquelas declarações de amor dos filminhos da sessão da tarde. ah, menina, desde quando você tem vergonha dos romances alheios? desde quando os poemas lhe parecem roubados? mas eu entendo. isso é porque você, agora, só lê os livros de matemática. sua infelicidade é como uma mentirinha. não adianta esconder, ela pinta seu rosto aos poucos, como um sarampo que dá quando a febre abaixa. e enquanto você lamenta, eu estou aqui, parado na beira do mar, esperando a lua sair lá de dentro, pra colocar ela num saco e levar de presente. mas você não vai ver quando eu chegar aí, todo cansado, meio mareado, cheio de felicidade, para te entregar. porque você sempre dorme na melhor parte da novela. e a lua cheia, você sabe, não dura nem pra sempre. e é porque você sempre dorme, que você está sempre esperando a próxima. assim essa lua nunca chega, menina. ande logo, acorde, vá… porque desse jeito o dia já vai nascer… e eu vou ter que deixar a minha lua aqui na sua porta e sair pra trabalhar sem te ver.

04/04/2010

Sexta-feira, Maio 16, 2008

“Desde esse dia, em hora incerta, volta essa angústia extrema, e, se não conto a história horrível, o coração me queima.”

citação copiada da oficina de brennand, mas esqueci de anotar o autor =p