Sexta-feira, Julho 13, 2007

meu reino por uma casa
as caixas e de cada uma delas saía um pedaço do meu mundo, que fui resgatando aos poucos. não é mais o mesmo mundo, é verdade, mas muitas coisas ainda estavam ali. livros, livros, muitos livros. os discos. revistas antigas. fotos, amuletos, recortes de jornal, coisinhas achadas no chão. fragmentos de histórias que se espalhavam pela casa. parágrafos mal escritos. enredos rebuscados. frases soltas. e eu alinhavando os pedaços. resgantando do esquecimento, trazendo para o mural da memória. aos poucos, aquela casa era minha. era eu em todos os lugares. uma casa. uma casa de verdade. um lugar meu. e bem no meio de toda a bagunça, eu entendi o sentido do mundo. compreendi os ciclos da vida. me vi envelhecendo enquanto as minhas coisas, imutáveis, guardavam uma diana que foi se somando com outras dianas até aqui. meu mundo recontruído. minha casa. esse é o sentido da felicidade. uma casa que seja sua, que tenha sua história, sua vida, sua cara. ou, mais isso, uma casa que seja você. hoje, eu admito, sou uma pessoa apegada. sim, eu tenho raízes, eu sei o que quero, eu olho pela janela e sou feliz. hoje, eu estou em paz.

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