Quinta-feira, Junho 23, 2005
sobre o fim do estoque
eu poderia dizer um milhão de coisas, mas só sei obedecer. e me desculpar. e me corrigir. porque a substância que me move é a mesma que me paralisa. aquela que uso para construir todas as coisas que deixo pela metade. e assim, pela metade, passam meus os dias. e as noites. que eu retalho em tiras pra ver se descem mais rápido. costuro com elas o manto pesado da lenta indigestão que me virá amanhã. pois que, depois de amanhã, eu terei toda uma vida para ruminá-la e desfazer a trama que eu mesma fiei, como quem tece seu melhor vestido, como quem tece seu melhor dossel.
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