Quinta-feira, Junho 16, 2005

lei da gravidade
era uma vez uma estrela que gravitava em torno de um pequeno planeta. não era assim como um sol, a estrela. seria quase um eclipse, se algum outro astro lhe viesse ver de perto. margeava o planeta a distância, curiosa de um mundo que não conhecia. era um lugar de terra, rochas, e sabia de um mar que, à noite, embalava com antigas canções o sono do planeta. de longe, a estrela vivia das sobras. se alimentava daquilo que o planeta recusava. das canções que o mar soprava e ele não ouvia; das histórias que a terra contava, e ele desperdiçava. aquele não era um planeta qualquer. era o astro que a estrela habitava, uma moradia do lado de fora, uma casa ao redor, um desaconchego espalhado pelo caminho. e aquele vazio ela sempre levaria consigo.

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