Quarta-feira, Maio 11, 2005

réstia
era assim porque, desde então, todas as noites ela recebia um aviso. ela sentia algo. era uma estranheza do mundo que lhe chegava. uma aura de lua cheia, uma estrela cadente, um comenta, um relâmpago, um clarão. uma carta rasgada, um texto cifrado, um número indefinido, um e-mail errado, um bilhete ilegível. mas ela se acostumou com aquilo. no início, era como um medo, temia uma premonição. então, o costume. depois, desejo. esperava pelo vulto de sonho não-revelado. ao pôr-do-sol, começava inquieta. talvez ansiosa. olhava o céu limpo e imaginava. dali a mais algumas horas, seria comunicada. num caderninho, anotava sensações intraduzidas em linhas seguidas. quem sabe, um dia, poderia compor com elas uma carta, um tormento, um diário de inmemórias, um álbum de desrecordações.

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