Domingo, Maio 08, 2005

a ostra e o vento

ela vivia na praia a recolher garrafas. eram coloridas, de todos os tempos e tamanhos, vedadas com cera e esperança. colecionava, assim, cartas nunca endereçadas a ela. com as garrafas, ela inventava lanternas para ler fragmentos de mensagens cifradas. e gostava tanto tanto delas. colava os papeizinhos na parede de seu quarto, para reler à noite, antes de dormir, e sonhar para si amores alheios. como num quebra-cabeça, imaginava e rearranjava os sentidos. colocava-se no mundo, naquele outro mundo, e partia em devaneios. esperava o dia em que, de dentro da garrafa, em vez de uma missiva perdida, lhe viesse resgatar um gênio…

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