Quarta-feira, Abril 20, 2005

carlton red
ela tem a mania insistente de sentir saudade de saudade. é uma saudade estranha. uma saudade de futuro, que vez por outra lhe bate. mergulha nela como se do outro lado estivesse a última gruta de ar dentro de uma cidade submersa. a isso acendeu hoje todos os cigarros. aos pares. como num brinde. fuma quem acredita que pode expelir com a fumaça a ânsia do mundo. mas ela não se esvai com o ar. nem com os suores do corpo. consome-se apenas às vezes, com as lágrimas. porque essas doem. rasgam os olhos com sal para deixar-nos vivos. mas ela não tem mais lágrimas. por isso, anseia.

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